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  • redação CIVI-CO



Há 73 anos, o mundo estava se reconstruindo das Grandes Guerras e o clima de instabilidade e medo faziam parte do cotidiano global. Para evitar que os crimes humanitários se repetissem, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948.

A Declaração Universal marcou a primeira ocasião em que os países chegaram a um acordo abrangente sobre os direitos humanos inalienáveis.Três anos depois, em 1950, a data 10 de dezembro foi reconhecida como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O texto da declaração reconhece que "a dignidade é inerente à pessoa humana e é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo". Além disso, ele declara que os Direitos Humanos são universais independentemente de cor, raça, credo, orientação política, sexual ou religiosa.

De olho no futuro

Em 2015, a ONU propôs aos países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, a Agenda 2030, composta pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esse é um esforço conjunto de países, empresas, instituições e sociedade civil.

Os ODS são soluções para assegurar os direitos humanos, como, por exemplo: acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros dos maiores desafios de nossos tempos.

O setor privado tem um papel essencial nesse processo como grande detentor do poder econômico, propulsor de inovações e tecnologias, influenciador e engajador dos mais diversos públicos – governos, fornecedores, colaboradores e consumidores.

Confira todos os ODS:

  1. Erradicação da Pobreza

  2. Fome Zero

  3. Saúde e Bem Estar

  4. Educação de Qualidade

  5. Igualdade de Gênero

  6. Água Potável e Saneamento

  7. Energia Limpa e Acessível

  8. Trabalho Decente e Crescimento Econômico

  9. Indústria, Inovação e Infraestrutura

  10. Redução das Desigualdades

  11. Cidades e Comunidades Sustentáveis

  12. Consumo e Produção Responsáveis

  13. Ação Contra a Mudança Global do Clima

  14. Vida na Água

  15. Vida Terrestre

  16. Paz, Justiça e Instituições Eficazes

  17. Parcerias e Meios de Implementação


Fonte: ONU


Fazendo a nossa parte


Para se tornar este hub de impacto e inovação, o CIVI-CO utiliza os princípios e valores da Agenda 2030 como balizadores de suas ações, para fomentar o empreendedorismo cívico socioambiental e gerar conhecimento para engajar a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada.


Dentro da nossa Comunidade existem membros que atuam diretamente nos 17 objetivos. Negócios de impacto buscam soluções sustentáveis para diminuir as desigualdades e reduzir os prejuízos ambientais. Este espaço colaborativo é uma grande incubadora de novas ideias, um ambiente que possibilita trocas e favorece a dinâmica na busca por soluções .


Seja produzindo bolsas com propósitos socioambientais (Tereza Vale A Pena) ou até mesmo fazendo pesquisas e coletando dados sobre a cannabis medicinal (The Green Hub), entre outras atividades que acontecem aqui, toda a Comunidade CIVI-CO se mobiliza em prol de um propósito.


Assegurar esses direitos humanos também faz parte do nosso compromisso com a sociedade. Assumir o papel de aliado nesta luta significa nos dispor a “fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”, norteados pelo ODS 17.


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  • redação CIVI-CO

Foto: Arquivo


“A gente já não aceita que esse tipo de evento aconteça sem a nossa presença”, afirmou Txai Suruí durante a sua visita ao CIVI-CO no último dia 30 de novembro. A jovem representante indígena ganhou destaque com seu discurso sobre a importância de preservar as florestas e os povos originários na COP26, conferência das Nações Unidas que aconteceu no final de outubro.

Txai é nascida dos Povos Suruí, no estado brasileiro de Rondônia. Walelasoetxeige Suruí (ou Txai Suruí) tem 24 anos e é filha do cacique Almir Suruí, 47, uma das lideranças indígenas mais conhecidas na luta contra o desmatamento na Amazônia.


Pai e filha estiveram aqui no CIVI-CO para conhecer nossa Comunidade de impacto e para gravações de um novo projeto voltado para preservação dos povos originários, que será lançado em parceria com a Nossa Terra Firme, membro da Comunidade CIVI-CO.


A visita coincidiu com a participação deles no programa “Roda Viva” da TV Cultura. Durante a entrevista, Txai e Almir falaram da situação dos povos indígenas no Brasil e como as mudanças climáticas estão ameaçando diretamente o modo de vida deles e de todo o mundo.

“Essa é uma luta que é de todo mundo, os povos indígenas não estão lutando só pelas nossas vidas, só pelas nossas terras, estamos lutando pela vida de todos e essa era a mensagem que eu tentei levar não só no meu discurso, mas durante toda a minha trajetória na COP26”, explicou Txai.


O cacique Almir Suruí é famoso pelo posicionamento contra o genocídio dos povos indígenas. Ele também ressalta a importância da transferência do conhecimento ancestral e da permanência cultural como forma de luta.


“Eu tento empoderar elas e eles - meus filhos - dentro do conhecimento que nós temos na floresta. Eu me sinto muito orgulhoso, porque ela está conseguindo discutir esse que é o maior problema que o mundo passa hoje, que são as mudanças climáticas. Pelo efeito das nossas atitudes, destruindo nosso próprio universo”, disse Almir Suruí.


Violência Institucional


As mudanças climáticas não são as únicas ameaças aos povos indígenas no Brasil. Na luta pela sobrevivência, a disputa de terras com latifundiários, garimpeiros e até mesmo com o Estado é constante.


A recente discussão acerca da Tese do Marco Temporal, baseada em uma interpretação do Artigo 231 da Constituição Federal de 1988, que garantiu o direito dos povos originários sobre suas terras no Brasil, foi um exemplo de como no Brasil existe uma violência institucionalizada contra os indígenas.


“O nosso país precisa respeitar a sua própria lei e respeitar o meio ambiente, os territórios indígenas. Não só os Paiter Suruí, mas também povos indígenas da Amazônia que estão ameaçados pelo interesse de alguns que querem liberar garimpos, arrendar terra através de projetos de lei 490 e do Marco Temporal. Essa é a maior ameaça, porque o discurso incentiva. Por isso já foram derrubadas 200 milhões de hectares de florestas”, protestou Almir.


Espaços conquistados


Historicamente, as vozes das minorias foram silenciadas. Os conhecimentos que não se encaixam em padrões eurocêntricos foram subjugados e ironizados. Porém - a base de muita luta, suor e sangue - esses povos vêm conquistando espaço para apresentar soluções.


A participação brasileira na COP26 deste ano foi uma personificação desta luta. Em Glasglow tivemos 40 líderes indígenas, a maioria mulheres, e uma grande presença do movimento negro, que levou sua delegação com a coalisão negra de direitos, mostrando que falar sobre mudanças climáticas é primeiramente falar sobre pessoas.


“Era muito importante que nós estivéssemos lá, com as nossas vozes, com a nossa presença de espírito, para dizer que a gente já não aceita que esse tipo de evento aconteça sem a nossa presença e que as decisões não podem acontecer sem a nossa presença, sem a presença de quem vêm sofrendo com as consequências das mudanças climáticas”, ressaltou Txai.


O encontro na Escócia foi a reunião mais importante sobre políticas climáticas desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, que tem como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a 1,5ºC.


A pluralidade do evento teve o propósito de dar voz às pessoas que sofrem diretamente com os impactos das mudanças. Unir forças entre lideranças e representantes dessas realidades é essencial para que os líderes mundiais entendam a gravidade da situação e se empenhem em achar soluções.


“A gente precisa buscar soluções juntos. O mundo precisa buscar soluções porque ninguém faz nada sozinho, só fazemos em conjunto. Essa união fortalece e constrói esse caminho e, aos poucos, a gente vai revertendo essa situação. Ainda tem tempo da gente reverter essa ameaça que o mundo passa com as mudanças climáticas”, comentou o cacique Almir.

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  • redação CIVI-CO



Pensado como um hub de negócios de impacto, o CIVI-CO, conseguiu ir além. Hoje em dia essa proposta inovadora é um organismo vivo, uma comunidade que ultrapassa as limitações das paredes, somos um propósito. Nestes quatro anos seguimos construindo conexões e buscando diariamente renovação para nos adequar às transformações do tempo e espaço.


Essa pluralidade e diversidade que sempre nortearam nossas ações, também foram determinantes para a realização dos eventos comemorativos do nosso mês CIVI-CO. Com diversas ações pensadas para entreter, refletir e informar a comunidade, produzimos uma série de atrações em diversas vertentes: cultural, artística, social e ambiental.


Impacto Racial


Conectar todos em prol desta grande comemoração é reafirmar compromisso com a nossa comunidade e com os movimentos paralelos, que nos cercam. A nossa ação em conjunto com a Trace Brasil, foi pensada para alinhar nosso compromisso com os movimentos raciais e nos posicionar na luta antirracista.


Organizamos a exposição a Trilha do Racismo Estrutural, idealizada pelo apresentador, influencer e head de Marketing, Ad Junior.


Com o propósito de expandir nossas ações para além dos muros, a trilha foi exposta na praça em frente ao CIVI-CO. Agindo de forma educativa, fizemos uma playlist no Youtube, onde o AD Junior explica a Trilha, comentando datas e acontecimentos que contribuíram para tornar o Brasil uma sociedade estruturalmente racista.


No lançamento da produção tivemos a oportunidade de ouvir e aprender sobre o racismo e como ele impacta na vida dos brasileiros. Em um encontro marcante de reflexão tivemos a honra de receber os convidados: Amanda Graciano, Sheila Makeda, Ad Junior, Gui Guardião e Janine Rodrigues.


A Arte Salva


Seguir Juntos, esse é um dos nossos lemas, pensando nisso, unimos forças com a galeria B_arco, que este ano passou a compartilhar nosso espaço e integrar nossa comunidade, para realizarmos uma linda intervenção artística em nosso prédio.


Disponibilizando 22 obras dos(as) artistas, o centro cultural transformou o CIVI-CO em uma grande galeria de arte, com fotos, pinturas e gravuras, harmonizadas com espaços de todo o prédio. Deixando nossa comunidade ainda mais bonita e alegrando a rotina de todos que trabalham aqui.


Pensando na ideia de agir juntos, comemoramos também no mês de novembro, os 15 anos do Centro Cultural b_arco, em um sábado muito animado nos reunimos para reencontrar amigos e construir novas conexões utilizando a arte, a música e a literatura como fonte inspiradora.


Cine CIVI-CO



O mês de novembro é conhecido por ser um mês de luta e representatividade, pois é o mês da consciência negra. Pensando nesta data realizamos a exibição de produções cinematográficas com temas raciais.


A mostra de cinema foi realizada no nosso auditório com a exibição dos filmes: A Trilha do Racismo Estrutural- por AD Junior, A cor do Voto ( Celso Luiz Prudente) e Tecendo a Liberdade (Luiza Matravolgyi), foi uma oportunidade de compartilhar experiências e levantar questões estruturais que podem ser mudadas em nossa sociedade.


Logo após a exibição realizamos uma interessante roda de conversa com o Professor Hélio Santos , Celso Prudente (A Cor do Voto) , Jenniffer Candaces (Piraporiando), Gui Guardião (CIVI-CO) e Patrícia Villela Marino do Humanitas360. Tivemos também a oportunidade de ouvirmos as histórias de vida das meninas da cooperativa social Tereza Vale a Pena.


Para finalizar nosso mês comemorativo juntamente com a piraporiando e o The Question Mark, realizamos um grande encontro para falar de um tema que une todos, a comida.


O encontro do Hub Alimentação do CIVI-CO, comandado por Pedro Campos da TQM, proporcionou uma reflexão sobre uma alimentação sustentável consciente. Ainda tivemos o lançamento do Projeto Aye, uma parceria entre a Piraporiando e a Free Soul Food, que pretende difundir uma cultura educativa socioambiental através da comida.


Longa Vida ao CIVI-CO!


O CIVI-CO só acontece quando a comunidade acontece, com esse lema conseguimos atrair e incentivar ideias inovadoras e comprometidas com as demandas socioambientais. Essa relação só é possível por conta dessa troca existente todos os dias.


Relações que vão além do empresarial as conexões existentes aqui são afetivas e unidas com um propósito maior. Isso fez o CIVI-CO acontecer mesmo em momentos difíceis como os anos de 2020 e 2021, no qual assim como todo o planeta fomos afetados pela pandemia do Covid-19.


Sobrevivemos e seguimos firmes, sendo esta ponte construída através de fortes alicerces utilizando como norte a agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, acreditando no poder transformador que emana das boas ideias e das atitudes que podem impactar vidas e o mundo.


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