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  • redação CIVI-CO

Atualizado: 15 de Ago de 2019


"Somos uma potência ambiental. Em todos os nossos biomas temos riquezas inimagináveis que o mundo, e nós mesmos, desconhecemos." A declaração da ex-ministra do meio ambiente Marina Silva aconteceu durante o Encontro Patrimônio Nacional realizado nesta segunda-feira, dia 5 de agosto, no CIVI-CO. O evento promovido pelo Legado para a Juventude Brasileira faz parte de um programa que nasceu em 2013 com o intuito de discutir o papel dos jovens na construção do futuro e o protagonismo deles na mudança geracional. A iniciativa da criação do programa foi da educadora Daniela de Rogatis que na época estava desenvolvendo pesquisas e trabalhos com os jovens das principais famílias empresariais brasileiras sobre os desafios da transformação do século 21. Ela procurou o Presidente Fernando Henrique Cardoso para falar sobre o desejo desses jovens de deixar o país por conta da ausência de lideranças inspiradoras. Marina foi a convidada especial do encontro.

Diante de um público atento, Marina chamou a atenção para a responsabilidade do governo brasileiro na agenda ambiental mundial e a realidade atual. "É muito triste quando vemos uma autoridade não se preocupar com o mundo. Está tendo um processo de minar recursos ambientais. O planeta já está no vermelho em 30 por cento. Conseguimos reverter isso em 2004 em 88 por cento. O Brasil não pode negligenciar na sua agenda de transição a diminuição do desmatamento. Precisamos tomar as decisões políticas, sociais, econômicas necessárias. Nós éramos uma liderança na discussão ambiental do planeta. E a nossa liderança não é de pequena monta."

Marina Silva reforçou o papel fundamental do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais no combate ao aquecimento global. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o diretor da instituição, o físico Ricardo Galvão, por não concordar com os dados de desmatamento da Amazônia computados pelo Inpe. "Quando fui ministra houve uma tentativa (de alguns políticos) em desqualificar o Inpe, dizendo que os dados estavam errados. Eu sabia que estavam corretos e eles queriam convencer o presidente de que não. Estamos em recessão, com 13 milhões de desempregados, e o desmatamento aumentou. A gente tem virado uma espécie de pária ambiental. "

Marina frisou que por ser dono da "maior fábrica de água do mundo," o Brasil teria que se posicionar de forma proativa e não defensiva. "O Brasil é uma potência de recursos naturais e agrícola. Temos lições a ensinar! A gente precisa fazer como foi feito nos Estados Unidos. O governo quis investir na indústria do carvão. Houve uma resistência e Trump teve que voltar atrás. O populismo, seja de direita ou esquerda, está preocupado com o ganho imediato. Um modelo de desenvolvimento não muda da noite para o dia. A transição precisa ser feita.  Temos que ter o compromisso ético para fazer essa transição. E isso pode gerar um novo cilco de prosperidade e de empregos para nós e para o mundo. É este patrimônio, este legado, que devemos colocar em prática para construir um mundo melhor."

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  • redação CIVI-CO

Neste sábado, dia 06 de julho, o CIVI-CO, em uma parceria inédita com a Yellow, realizou uma ação de mobilidade urbana e social conectando Pinheiros a Paraisópolis. Um grupo formado por diferentes atores da sociedade (empreendedores, empresários, artistas, professores e líderes de coletivos) saiu do bairro situado na zona oeste de São Paulo, onde está localizado o coworking de impacto social, em direção à comunidade que fica na zona sul da cidade.



A abertura do evento foi feita por Ricardo Podval, CEO do CIVI-CO, seguido das falas de Johnny William Cruz Borges, Diretor Geral de comunidade e responsabilidade social da Grow, e o professor Heiko Spitzeck, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade da FDC (Fundação Dom Cabral), parceira do CIVI-CO.


"Temos de construir pontes para termos um país mais justo, mais inclusivo." (Ricardo Podval, CEO CIVI-CO)



"O trajeto de Pinheiros para Paraisópolis é curto em distância, mas muito grande na desigualdade social. A ação é o primeiro passo para começarmos a pensar em pontes que diminuam essa desigualdade." (Johnny W.Cruz Borges)


"Quero deixar aqui uma reflexão, você se vê como um cliente da cidade, aquele que só reclama do problema, ou como um bom cidadão, que faz a sua parte?" (Heiko Spitzeck, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade da FDC)


Ao lado de Ricardo Podval, Elizandra Cerqueira, presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis, recebe uma cesta de biscoitos das mãos de Raul Matos, CEO e fundador da Biscoitê.


O percurso do trajeto de aproximadamente 10 km foi feito via três diferentes modais: patinete, metrô e bicicleta.



Tendo a mobilidade urbana como base, a ação foi criada com o intuito de conectar pontos e pessoas da cidade com realidades diversas, chamando a atenção para questões como acessibilidade, desigualdade, inclusão, pertencimento e uso dos espaços públicos. Para o time da Yellow, que já opera no Morumbi, a aproximação com Paraisópolis faz parte dos planos de incluir a comunidade na área de atuação da Startup, que recentemente se uniu à Grin, empresa mexicana, para formar o grupo Grow.

A chegada a Paraisópolis, após 1h20m de percurso, foi comemorada como a primeira de várias ações para despertar o olhar para a potência de espaços invisibilizados por parte da sociedade e poder público. A favela, vizinha do Morumbi, um dos bairros mais nobres da capital paulista, oferece uma programação artística, cultural e gastronômica riquíssimas. O circuito das artes começou no Ballet de Paraisópolis com a apresentação de coreografias de ballet clássico e contemporâneo.




O passeio seguiu com visitas ao castelo de pedra do artista plástico e jardineiro, Estevão Conceição, conhecido mundialmente como o Gaudi brasileiro, e o artista plástico Berbela, que cria peças incríveis a partir da sucata.

"Hoje tive a felicidade e a sorte de conhecer a Paraisópolis por dentro, de perto. Conheci e escutei histórias de pessoas mais que especiais, que atuam e transformam o ambiente que vivem. Inspirador! Nas fotos, a casa impressionante de Estevão, jardineiro que criou sua própria utopia. Depois foi a vez do pessoal do ballet de Paraisópolis com sua luta linda e necessária com as criaças da comunidade! Teve também a rádio comunitária Nova Paraisópolis, logo depois conhecemos o Bistrô Mãos de Maria da União de moradores , por fim o trabalho do artista Berbela. Obrigado civi-co e yellow pelo convite nessa imersão, foi um dia especial." (Guilherme Kramer, artista visual, em seu instagram)

O encontro terminou com a famosa feijoada do Buffet Mãos de Maria. O restaurante, inaugurado em 2017 por Elizandra Cerqueira, já conquistou o prêmio da Stop Hunger, uma organização mundial de combate à fome e pelo empoderamento das mulheres. Elizandra, que é a presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis, recebeu a premiação em Paris, ao lado de Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e grande apoiador do projeto que inclui a Horta na Lage.




O Circuito CIVI-CO Yellow, edição Paraisópolis, foi mais uma ação alinhada com os ODS, Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, neste caso, o ODS11: "Como a mobilidade urbana é fundamental para que o indivíduo exerça sua cidadania, a melhoria da oferta de serviços de transporte, com atendimento para todos os tipos de grupos, incluindo os em vulnerabilidade, mulheres, pessoas com deficiência e idosos, é foco da meta 11.2." #issoécivico!


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A Família Schurmann foi o grande destaque no segundo encontro da 9ª Mostra Sp de Fotografia no CIVI-CO. No evento realizado no dia 10/07, o casal Heloísa e Vilfrido anunciou, ao lado do filho David, a mais nova expedição da família: A Voz dos Oceanos.



A expedição, que durará 18 meses, faz parte da campanha global Mares Limpos e é apoiada pela ONU Meio Ambiente. O veleiro da Família Schurmann funcionará também como uma plataforma de pesquisa e irá registrar e documentar tudo o que os velejadores encontrarem nos oceanos e em partes remotas do planeta.



O objetivo é documentar, especificamente, o efeito do plástico nos mares, com o intuito de identificar possíveis soluções para a poluição marinha, mobilizando o poder público, a iniciativa privada e engajando indivíduos na missão de libertar os oceanos dos plásticos.

Durante o bate-papo, mediado por Paulina Chamorro, do blog EcoSurf, Vilfredo e Heloísa falaram sobre o aumento da poluição nos oceanos ao longo de uma vivência de mais de três décadas velejando pelo mar.




David, cineasta premiado no Brasil e no exterior e CEO das empresas da Família Schurmann, destacou o poder do conteúdo audiovisual, da mídia, e de influenciadores para conscientizar as pessoas para uma mudança de hábitos e engajamento em ações que ajudem a preservar o meio ambiente, como a redução de resíduos e reciclagem.

“Na busca por uma solução, a gente procurou parceiros pelo mundo, como o CIVI-CO. Aqui estão concentradas empresas, startups, pessoas que já querem impactar e achar soluções de uma forma pragmática.”

Em suas expedições, a família sempre coletou lixo plástico nas praias e ilhas por onde passava. Segundo Vilfrido, algumas regiões são desabitadas mas, ainda assim, recebem o lixo que é levado pelo mar, provenientes de vários países. Essa situação está se agravando notadamente com o passar dos anos, desde que os Schurmann começaram a velejar em 1984. Em busca de um sonho pessoal, eles foram rimeiros

Primeiros brasileiros a dar a volta ao mundo de veleiro, os Schurmanns já cruzaram os 3 oceanos e 7 continentes do planeta em suas aventuras pelos mares que começaram em 1984, quando deixaram a segurança da vida em terra firme em busca de um sonho vivido em família.



Vilfredo chamou a atenção para a quantidade de lixo plástico descartada de forma irresponsável no planeta. Das 14 milhões de toneladas de lixo, 11 milhões são de lixo plástico. O velejador lembrou da importância da conscientização de cada indivíduo na mudança desse cenário de destruição da vida nos oceanos. Para ele, cada atitude importa, mesmo as pequenas, como optar por não não usar mais canudos de plástico.

Para Heloísa, a principal função da família é a de contar histórias e relatar o que a humanidade, numa dinâmica de consumo e descarte irresponsável do plástico, está causando à natureza. A velejadora também falou sobre a importância de pensar construtivamente a partir do problema, porque não basta apenas apontar os erros que já cometemos. É preciso se unir a quem quer resolver e engajar cada vez mais pessoas na busca por uma solução.

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