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No próximo sábado, 27, às 18h, a live-filme Inspira: A esperança equilibrista vai contar com a participação de Antonio Prata, Clarice Niskier, Cristina Braga, Dan Stulbach, Eduardo Wotzik,Flávio Bauraqui, Ivan Lins, Jaques Morelenbaum, João Bosco, Leandro Karnal, Leila Pinheiro, Lia Rodrigues, Mário Adnet, Naruna Costa, Nelson Sargento, Orquestra Maré do Amanhã, poetas, músicos e dançarinos da Maré, Rodrigo Maré, Thiago Ávila, Zeca Baleiro, Zélia Duncan e muito mais. Algumas parcerias serão inéditas. Em formato inédito, a live-filme Inspira: A Esperança Equilibrista mistura produção cinematográfica e interpretações ao vivo de grandes nomes da cena brasileira. Este será um encontro para ampliarmos nossa consciência, nossa escuta e nosso desejo de entender e aprender com o outro. A transformação da realidade é um trabalho coletivo. Diversas causas fazem parte do roteiro: meio ambiente, cultura, saúde, comunidade e antirracismo.

 

O evento, que tem o apoio do CIVI-CO e do Canal Curta, é uma parceria da nossa residente Inspirartes Cultural com a Redes da Maré, tem patrocínio da Fenae e das Apcefs, e vai contar com uma campanha de doações aos projetos sociais das favelas da Maré.   Para acompanhar o evento, basta se conectar neste sábado, dia 27 de junho, às 18h00, pelo Facebook ou YouTube da Inspirartes Cultural.

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  • redação CIVI-CO

Atualizado: Jun 18

Estamos vivendo uma transição, na qual muitos modelos de sociedade já não se sustentam mais. Precisa emergir um novo estilo de vida que leve a um mundo mais justo, inclusivo e solidário. O CIVI-CO nasceu para reunir iniciativas transformadoras e fomentar essa inovação socioambiental de forma coletiva. E por ter este propósito que entendemos que é hora de deixarmos oficialmente de ser um coworking para nos posicionarmos como uma Comunidade. Essa é a Neo Fundação do CIVI-CO, um momento de reafirmar os nossos valores e nossa missão como espaço. Veja no Manifesto abaixo:




"Num período cultural em que a solidariedade fundada no sentido da fraternidade parece quase perdida, o presente MANIFESTO afirma o valor da fraternidade solidária como balizador necessário a uma realidade de justiça social almejada.

Um coletivo e seus entes, entregues a si mesmos, abandonados ao curso natural de sua condição, não tenderão à fraternidade e à solidariedade, mas ao fratricídio, à hostilidade e à violência. Referências históricas e culturais narram o assassinato de Abel, motivado pela inveja de Caim. Ainda, a sucessão de reinados e impérios na Idade Média corroboram com esta narrativa de violência que encontra respaldo em registros mais contemporâneos e nos dias atuais.

A narrativa histórico-cultural judaico-cristã da condição humana justifica a necessidade de espaços e comunidades de exercício e desenvolvimento tanto da espiritualidade como da vida cívica para promover a integridade pessoal e profissional, fomentando pessoas e organizações íntegras no “ser” e no “fazer.”

O presente manifesto declara o compromisso do CIVI-CO em ser uma comunidade criativa de “fazedores” que buscam o exercício extenuante da integridade, da solidariedade, da cooperação, da generosidade, da humildade e da diversidade num “espaço” físico e digital, onde valores e virtudes sejam semeadura e adubação na elaboração de respostas inteligentes às dores da sociedade.

O CIVI-CO, enquanto comunidade, deve estimular a empatia, praticar a humildade, inspirar a solidariedade, interpelar para a generosidade e mobilizar para a prática da justiça social norteada pela misericórdia.

O CIVI-CO, e não apenas ele, é uma força de chamamento ao ser humano para que se volte à sua identidade mais profunda, e resista à sua propensão natural ao ganho individual e imediato, à apropriação predatória do mundo natural, ao lucro pelo lucro, ao acúmulo ilimitado e injusto, à indiferença, ao egoísmo e à atitude de constante competição e hostilidade social e econômica.

O CIVI-CO, neste MANIFESTO, afirma sua intenção de ser parte na construção de um ecossistema comunitário de integração equilibrada de polaridades, admitindo os contraditórios - e até mesmo os desejando -, no limite da preservação dos seus propósitos, sendo, assim, terreno fértil para desenvolvimento do empreendedorismo cívico-social.

O CIVI-CO traz à existência uma cultura de um lugar para ser e não só um lugar para estar.

O CIVI-CO nasce na crença de que em todo ser humano mora a memória da comunhão com o Criador, memória essa que pode ser despertada, sensibilizada e inspirada para que se manifeste e se expresse na criação de coisas e soluções boas, úteis e belas.

Em vários momentos da gestão do CIVI-CO a fraternidade solidária não cumpriu com sua fundamental prioridade de ser norteadora desta comunidade de líderes, empreendedores de impacto cívico, social e ambiental. Portanto, este MANIFESTO vem fazer uma correção de rota e um resgate do plano original, marcando sua NEO FUNDAÇÃO."

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  • redação CIVI-CO

Atualizado: Mai 18


Você já se adaptou à nova rotina de trabalho em casa? Como está a relação empresa/colaborador à distância? Como os novos modelos de relações de trabalho impactam a sociedade? Jean Soldatelli, sócio-fundador da consultoria de engajamento Santos Caos, conversou com o CIVI-CO sobre as mudanças que se estabeleceram no mundo do trabalho com a imposição do home office em período de quarentena e como elas afetam as empresas e a sociedade.

A entrevista aconteceu em uma live no perfil do CIVI-CO no Instagram, onde estamos transmitindo bate-papos com empreendedores engajados em pensar soluções neste período de crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Quais são os desafios mais comuns vividos pelas empresas com relação ao engajamento neste período de pandemia?

Faz uns 30 ou 40 anos que as relações de trabalho não são desafiadas desta forma como vemos hoje. Estamos vivendo uma revolução nas relações de trabalho. No que percebemos, as mudanças são diferentes para basicamente dois grupos de trabalhadores: aquele que, do dia pra noite, começou a trabalhar de forma remota, mas que pode se adaptar, como é o caso da maioria daqueles que estão em áreas administrativas das empresas. E aqueles que precisam sair de suas casas para continuar o trabalho e vivem uma série de aflições e receios que precisam ser compreendidos.

As empresas ainda estão tentando entender estes dois cenários. No primeiro, existem algumas questões legais que são uma incógnita, como por exemplo: se o trabalhador não tem condição de pagar uma internet de boa qualidade para fazer o seu trabalho, de quem é a responsabilidade de pagar pela internet? Já no segundo, é preciso pensar em como dar segurança ao trabalhador que precisa sair de casa. Muitas vezes, entender como se relacionar até com a família dele, porque a família tem um grande impacto no engajamento de quem está trabalhando fora.


Com estes e outros desafios existentes, qual é a importância do engajamento em tempos de crise?

O engajamento é uma conexão entre a empresa e a pessoa. Essa conexão pode ser potencializada positivamente ou negativamente por meio do que se costuma chamar de “close door moments”. Imagine uma porta fechando. Este momento é a confiança do colaborador sendo criada com a empresa. Então, se a porta se fecha, a confiança acaba e a relação dificilmente vai voltar ao que era. A pandemia é um desses momentos em que a porta está se fechando e, dependendo da ação da empresa, a confiança do colaborador vai minar ou não.

Quando o assunto é engajamento, vivemos um momento chave. Podemos dizer que é como se fosse uma “seleção natural das empresas”. Aquelas com mais viés de engajamento devem sair mais fortes deste momento, e as com menos viés de engajamento vão sair mais fracas por terem a sua reputação arranhada ou pela sua atitude, por não terem apoiado a sociedade, por terem aproveitado a fase apenas para obter mais lucros.


Essas questões geram soluções inéditas que não aconteceriam em um cenário comum. Tem exemplos?

Algumas empresas estão transformando o vale-refeição ou vale-transporte em outros benefícios que podem ser mais úteis neste momento, como vale-alimentação ou até mesmo consultas psicológicas. Há também aquelas que estão dando prioridade aos processos, para a parte de estrutura física e tecnológica. Mas é preciso lembrar que conectar as pessoas é muito importante.

Neste sentido, algumas empresas têm trabalhado com happy hour virtual, jogos alternativos, reuniões descontraídas. São ritos que a gente desenvolve à distância para aumentar o espírito de grupo, para aumentar o team building, melhorar a comunicação entre a equipe e manter uma relação humanizada mesmo à distância.

Como as empresas podem se adaptar para manter o engajamento entre a equipe?

Este momento está fazendo as empresas pensarem nos ritos da sua cultura. Até hoje os ritos eram muito baseados nos ambientes físicos. A pessoa se sente pertencente à empresa porque ela entra no ambiente, vê as cores da marca, os valores da empresa na parede, todo mundo de uniforme, tem os encontros, as festas. Existem elementos físicos que a fazem lembrar do seu vínculo com a empresa. O desafio atual é: como manter e fazer com que esses ritos extrapolem o físico? Uma alternativa é criar rituais online para manter o espírito de grupo e, principalmente, a humanização da relação entre empresa e colaborador.

Qual é o principal problema que a empresa pode enfrentar com a falta de engajamento ou confiança do colaborador?

Perda de talentos. O que provavelmente vai acontecer com as empresas que não conseguirem criar uma laço de confiança com o funcionário é a perda de talentos. Depois que este período de quarentena passar, se as ações e comportamento das empresas forem negativos, as pessoas com mais possibilidade de transição de carreira vão trocar de organização.

Qual é o papel social das empresas para uma retomada segura ao trabalho em uma rotina que exigirá várias mudanças e medidas de proteção?

As empresas são catalisadoras das mudanças de cultura da sociedade. Quando a empresa assume o seu papel social de educar e fomentar novas culturas de comportamento como, por exemplo, manter um distanciamento mínimo no escritório para evitar o contágio de um vírus, isso catalisa um novo hábito na sociedade.

O que se espera dos líderes nas ações de apoio aos trabalhadores?

Mais do que nunca, as lideranças precisam entender que o conceito de equidade é diferente do conceito de igualdade. Por exemplo, se a empresa reduz 25% do salário de todos os funcionários para evitar demissões, isso é igualdade. Já o conceito de equidade é justamente levar em conta o ponto de partida de cada um e, considerando este exemplo, pensar em redução adicional para cargos maiores. É entender que 25% pode não impactar tanto o salário de um CEO e o seu estilo de vida, mas vai prejudicar o orçamento de uma pessoa que recebe um salário menor.

A diversidade deixa de ser um diferencial para ser um dos pilares do negócio?

As empresas vão começar a entender que elas precisam a se importar mais com as pessoas. O funcionário é uma pessoa. É preciso saber onde ele mora, como ele se locomove, com quem ele vive, qual é a sua situação social. O cenário atual vai catalisar a humanização das pessoas em relação à diversidade. E a diversidade está diretamente ligada à inovação, que é justamente do que mais empresas estão precisando. Só a diversidade traz para o negócio pontos de vista diferentes e o entendimento de problemas por outros prismas. Acredito que a humanização e a inovação vão ser consequências da diversidade no cenário futuro.

Quais são os impactos dessa humanização do trabalho para a sociedade?

Quando falo de humanização, falo de uma melhor relação de trabalho do ponto de vista da remuneração, de reconhecimento, de menor gap entre a base e o topo da pirâmide. É preciso diminuir o cenário absurdo em que a pessoa que menos ganha na empresa recebe 500, 600 vezes menos do que aquela com o salário mais alto.

A responsabilidade social será um diferencial em um mundo pós pandemia?

A cobrança por um papel social da empresa deve aumentar. As pessoas na internet já estão separando o joio do trigo; empresas que neste momento estão ajudando a sociedade e empresas que estão com foco apenas no lucro. Está claro que as empresas existem para dar lucro. Mas o lucro por si só está sendo questionado. Então, por que não ter lucro e impacto social ao mesmo tempo? Um exemplo são as empresas que estão mudando a sua linha de produção para criar máscaras de proteção para doar para aos médicos.

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Para assistir ao vídeo com o papo completo, é só acessar a entrevista com o Jean em nosso canal no Youtube!

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