• redação CIVI-CO

Mulheres fazem história no Oscar

Na semana do Dia Internacional da Mulher, o discurso de Frances McDormand, vencedora como Melhor Atriz no Oscar 2018, não poderia ter sido mais empoderador. Ao receber a estatueta, por sua atuação espetacular em “Três anúncios para um Crime,” McDormand fez uma emocionante homenagem às mulheres, pedindo a todas as indicadas que se levantassem.

“Meryl, se você fizer isso, todas farão,” pediu a atriz. Meryl Streep, claro, obedeceu o chamado e, claro, foi seguida por todas as atrizes, produtoras, e diretoras presentes, protagonizando um momento histórico na cerimônia. No palco, Frances McDormand chamou a atenção para o fato das profissionais de Hollywood terem projetos que precisam ser financiados. Para dar uma ideia da desigualdade que existe no mercado, das 199 indicações neste ano, apenas 46 foram para as mulheres.

Aos poucos, as mulheres vão quebrando os paradigmas da indústria cinematográfica. Ainda falta muito para diminuir a desigualdade salarial entre homens e mulheres em Hollywood. Foi a primeira vez, em 90 anos de existência do prêmio, que uma mulher, a americana Rachel Morrison, foi indicada na categoria de melhor fotografia. Também foi a primeira vez que uma mulher negra, Dee Rees, foi indicada na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

Sem falar no tema assédio sexual, que teve pela primeira vez seu momento no Oscar, desde as denúncias contra o famoso produtor de Hollywood, Harvey Weinstein. Algumas personalidades, como a atriz Jane Fonda e o cineasta Guillermo del Toro, vencedor na categoria melhor diretor por “A forma da Água,” usaram o broche com a inscrição “Time’s Up,” (o tempo acabou).

A campanha contra o assédio sexual e pela igualdade de gênero em Holywood, lançada no dia 1º de janeiro pelas atrizes Natalie Portman e Meryl Streep, já arrecadou U$ 20 milhões (cerca de 65 milhões de reais), que estão sendo usados para apoio legal à mulheres e homens abusados no local de trabalho.

O Time’s Up também foi citado pelas atrizes Ashley Judd e Salma Hayek, que também sofreram assédio do produtor Harvey Weinstein, e Annabella Sciorra. As três subiram ao palco para exibir um vídeo sobre a representação de mulheres, negros e imigrantes em Hollywood, reforçando a importância de se garantir igualdade, inclusão e diversidade. Como esperança que dias melhores e mais justos virão, ficam a premiação de Jordan Peele, o primeiro negro a ganhar o Oscar de Melhor Roteiro Original pelo filme “Corra!,” e de Uma mulher fantástica,” o melhor longa estrangeiro, estrelado por uma uma pessoa transexual, a atriz Daniela Vega.

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